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UMA NOVA VISÃO DO MUSEU DE LONDRES

Updated: Oct 11, 2018

Silvino Ferreira - Canal Londres


Visitar museus está entre os programas que os turistas mais curtem fazer em Londres e na Europa. Lembro que na minha primeira viagem à Europa, em 1994, foi o que mais fiz. quem vem de um país relativamente novo, a história da Europa fascina e grande parte dessa história é guardada nos museus. Mas fiquei saturado e passei um bom tempo sem querer saber de museu. Ia de vez em quando, em geral, para acompanhar um amigo, uma amiga. Em 2006, quando vim morar em Londres, ainda olhava meio que de lado quando passava na frente de alguns dos principais museus da cidade. Já os conhecia de uma visita e achava que isso era suficiente. Mas isso mudou.

Nos últimos 2, 3 anos, voltei a sentir prazer em visitar museus. E foi assim que descobri e me apaixonei pelo Museum of London. Em uma cidade que conta com o British, o Victoria & Albert, o National History, The National Gallery, Tate Modern, Tate Britain, não se pode culpar tanto quem esquece que existe o Museum of London, o museu onde a história e a memória da cidade são guardadas. Por isso, deveria ser o primeiro museu a ser visitado por quem realmente quer conhecer a capital inglesa.


A primeira coisa que faz com que este seja um museu tão especial é a forma como o seu acervo é organizado. A partir da entrada, a história de Londres é contada de forma cronológica. E começa muito antes de alguém imaginar que um dia o Thames cortaria a mais cosmopolita das cidades do planeta. As primeiras vitrines do Museum of London levam você de volta ao paleolítico, à idade da pedra, passando pela idade do bronze e por uma território ainda hostil à presença humana.

Londres começa a tomar forma quando você chega à ala dedicada aos romanos, os fundadores de Londinio, como a cidade era chamada. Ali, você tem uma maquete que mostra como eles construíram a primeira ponte sobre o Thames, ligando as margens norte e sul do Thames. Margens e lados que, até hoje, tanto definem a cidade. Há vasto material reproduzindo a época. Outro detalhe: a atual sede do Museum of London tem um pedaço do muro original que os romanos construíram para proteger o território londrino. Digo atual sede porque ele, em breve, vai mudar de lugar. A nova sede será em West Smithfield.

Depois que sai da parte dedicada aos romanos, você faz uma viagem pela Idade Média. É uma Londres que reflete a decadência de um período difícil, com guerras, epidemias, invasões, incêndios e o esvaziamento da cidade. Mas também há a glória do início da expansão do império, com a Rainha Elizabeth I, assim como o teatro e a poesia de William Shakespeare.


Londres vai ressurgindo e você começa a se sentir mais perto do que ela é hoje. Chegamos à parte do Museum of London que é a minha favorita: a Era Vitoriana. Os corredores foram transformados para que você tenha a sensação de que está andando por uma rua do período da poderosa Rainha Victoria. Tem o pub, a barbearia, a alfaiataria. Uma vez que a cidade ainda preserva muito da arquitetura de diferentes períodos, você reconhece muito da Londres de hoje, neste pedaço do museu.

Como o passeio obedece a um roteiro cronológico, obviamente, saindo da Era Vitoriana, você é conduzido ao século XX. É um período muito rico: duas grandes guerras, conquista do voto feminino, os anos 60. Tudo isso e muito mais está no caminho que traz você de volta ao século XXI. É o ponto final do seu passeio. A partir dali, você sai do museu e começa a ver Londres com outros olhos. Os olhos de quem sabe de onde ela veio e o caminho que teve que percorrer para ser a cidade magnífica que é hoje.